Rick Garcia
Diretor comercial
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Conversar com Rick

A regra é não ter regras: o que aprendemos com a cultura da reinvenção na Netflix 

Comunicação
May 17, 2021

A regra é não ter regras. Este é o título de um dos livros que mais me marcou profissionalmente nos últimos tempos. E sim, estou escrevendo em primeira pessoa pois este é um dos textos mais autorais que escrevi até agora para o blog da MAVERICK 360. Mas acredite, a leitura vale a pena, venha comigo até o final.

A obra, de setembro de 2020, é escrita por Reed Hastings, cofundador, presidente e CEO da empresa, em parceria com a especialista em negócios, Erin Meyer, para falar pela primeira vez sobre a cultura da reinvenção, que transformou a marca no que ela é e, além disso, em exemplo de criatividade, sucesso e adaptação (de verdade, comprem o livro aqui e mergulhem nesta leitura).

Tenho uma história para contar aqui: todo mundo que trabalha na MAVERICK 360, ou quase todo mundo, é traumatizado com experiências anteriores no mercado de trabalho da comunicação. Me incluo nessa. Esse foi um dos principais motivos que me fez entrar na já então estabelecida MAVERICK 360, com o fundador e meu sócio, Rick Garcia. A gente tem no coração e na mente o objetivo de sempre tentar fazer diferente.

Tá, mas diferente como? Claro, não estou falando aqui que pegamos o sistema Netflix e replicamos inteiramente na agência. Até porque, somos uma agência de publicidade que nasceu no Sul do Brasil e a Netflix, bem, dispensa apresentações, não é mesmo? Afinal, a empresa tem mais de 180 milhões de assinantes em 190 países diferentes, com uma receita anual de bilhões de dólares. Porém, nos consideramos uma agência à frente do nosso tempo exatamente por isso: nos reinventamos e, dadas as devidas proporções, mudamos a maneira de trabalho tradicional e, por vezes, controversa, praticada no mercado da comunicação.

Primeiro que, desde a sua fundação, lá em 2014, a MAVERICK 360 é digital. Isso significa que não temos sede fixa e nossos colaboradores trabalham de qualquer lugar do mundo, para todos os pontos do planeta (aqui cabe uma curiosidade: quando nos conhecemos, eu e Rick, eu morava no país da comida boa: Itália). Temos, em nosso portfólio e cartela de clientes, empresas internacionais, companhias de exportação que enviam produtos para a Ásia e tudo isso prezando, sempre, pela qualidade do nosso serviço, comprometimento e, acima de tudo, humanidade.

Quando falamos do interno, a minha vontade é realmente replicar a filosofia Netflix 100%, mas ainda não chegamos nesse patamar (estamos no caminho). Na empresa de streaming, a regra é simples: não temos regras. A companhia contrata somente pessoas excepcionais e elas têm que se manter assim durante todo o período em que permanecerem: entregas, metas e qualidade. Cruel? De forma nenhuma, quando você oferece um salário muito superior à média do mercado, os colaboradores têm total liberdade para criar da maneira como quiserem e onde quiserem, não possuem horário e, ainda por cima, não existe teto de orçamento para gastos com viagens, materiais para o ambiente de trabalho, diárias, etc. Isso mesmo, a Netflix aboliu a burocracia. O que ela pede em troca? Excelência, comprometimento e qualidade. E ah, paga bem. Muito bem.

Isso é simples? Claro que não, quando se luta com um sistema de trabalho que, embora existam variações de país para país é, de maneira geral, tradicionalista e ultrapassado. Aos poucos, eu e o Rick queremos aplicar mais e mais essa cultura dentro da MAVERICK 360. Hoje e sempre somos e fomos digitais. Prezamos muito pela excelência e tentamos ser muito justos com o pessoal que trabalha conosco: cada um no seu quadrado. Aqui você não vai ver designer escrevendo copy, estagiário programando site ou jornalista fazendo artes. Cada um exerce, de maneira superior, a sua função: jornalistas e redatores escrevem, designers criam artes e conceitos dentro da sua área, especialistas em performance e ADS fazem as campanhas online, programadores programam e assim vai… Desta forma atingimos aquilo que sempre buscamos no resultado final do trabalho: qualidade superior e excelência.

Outro diferencial: os colaboradores aqui na MAVERICK 30 não batem ponto e não possuem horário de trabalho. Todos trabalham de casa, ou de onde quiserem. Claro, existe uma quantidade de horas combinada entre  agência e cada colaborador, que é calculada com base na demanda que acreditamos que se encaixa dentro daquelas horas. Mas cada um deles tem o comprometimento com a entrega de qualidade e dentro do prazo, apenas isso. Ademais, tentamos sempre reconhecer a galera que tá com a gente (e acreditem, tenho um orgulho danado desse time e de tudo que, em menos de dois anos que estou no comando junto com o Rick e,agora com a nossa gerente, Guta Bolzan, conseguimos conquistar): pagamento justo para fazer com excelência a sua expertise, sem pegação no pé e com liberdade.

Muita coisa mudou, de maneira geral, na sociedade, de uns tempos pra cá: pandemia, digitalização, telas estreitando distâncias, distanciamento social e um “novo normal” que não é muito normal para a maioria das pessoas. Embora aqui na MAVERICK 360 a gente seja muito a favor dos abraços, dos encontros de datas e finais de ano nos botecos e de boas risadas no happy hour, a maneira de trabalho e relacionamento nas empresas precisa ser reinventada. 

A pandemia veio para mostrar que 20h por dia trabalhando não é justo, não é bom e faz com que você deixe de aproveitar o que mais importa na vida: família, amigos e amores. Então não devemos mais trabalhar? Não, não é isso. Estou aqui falando de equilíbrio, de ambiente de trabalho agradável, de excluir definitivamente qualquer tipo de assédio, de humanidade, de acreditar e colocar em prática a máxima que somos feitos de pessoas, para pessoas. E se a gente não valoriza as pessoas que estão conosco, a gente não tem empresa, não tem trabalho e, no fim das contas, não tem nada.


Fabíola Cottet 

Jornalista e sócia-diretora da MAVERICK 360

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